quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Vá embora, mas leve consigo apenas o que é seu, não me deixe aqui plantado, imóvel, sem uma parte de mim que teima em ir embora com você. Devolva o pedaço do meu coração que agora está em suas mãos, devolva o brilho dos meus olhos que se apagaram quando você decidiu partir, devolva a alegria que me visitava toda manhã quando pensava em nós e a coragem que sobrava em minha alma. Já será uma grande dor ter que olhar você de longe, indiferente a mim, tentando fazer com que nada disso aconteceu, mas ter toda vez esse vazio no peito, o nó na garganta e sensação de perda será um tormento muito forte. Acenando de longe, fico feliz que estou longe e você não consegue ver minhas lágrimas que rolam na minha face, não ouve os soluços que são disfarçados pelos barulhos diversos do natural e não vê meu corpo tremer, pedindo mais um pouco de você, mais um pouco de carinho, mais um pouco do seu amor. Mesmo diante de todo esse sofrimento e tormento, sabendo que a amo e que com você tudo seria diferente e mágico, me afasto de sua presença, porque não quero ser um pedinte de atenção, de carinho ou de apenas palavras, quero o que seja espontâneo, seja o que for, mas que seja pra mim. Meus sonhos estão agora sobre uma névoa, sendo absorvidos pela indiferença e apagados pelo seu esquecimento. Como eu queria entender, porque nos apaixonamos e todo esse sentimento é desperdiçado, jogado fora e nem ao menos usado, sem ter ao mínimo a atenção que ele mereça? No mínimo que deviamos ter é a opção de querer ou não esse sentimento, porque agora tenho que conviver um tempo com um sentimento que eu não pedi pra me visitar e que não importe o quanto eu o mande embora, ele teima em ficar.

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