quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Até quando?
"Até quando seguirá nosso sofrimento pelos famintos, até quando teremos que implorar a solidariedade, o afeto, o carinho que grande parcela da população necessita? Até quando destruiremos nossos oceanos, nossos animais, nosso lar, até quando destruiremos uns aos outros? Até quando usaremos a compaixão apenas conosco e lembraremos de Deus quando apenas tivermos um problema que é maior que nós? Até quando ficaremos de joelhos prostados vendo o extermínio de crianças no Oriente Médio, de mulheres em países em todo o mundo, de nossas crianças brasileiras? Até quando mancharemos nossas mãos de sangue inocente, do trabalho escravo pelo luxo que sempre desejamos, da vontade mesquinha de ter um casaco de couro de sei lá o que cultivado com o sacrificio de vidas que jamais puderam nem ao menos ter uma refeição digna? Teremos que ver o mundo num verdadeiro colapso para poder acondar? A inocencia de crianças roubada, o carinho extinto, todas as nossas riquezas naturais, nossos mares, nossas florestas destruidas, para nós, seres humanos racionais, chegar a conclusão que nada, mas nada valeu a pena. Que o caminho da paz, da preservação e do amor sempre foi o melhor caminho, o caminho que deixaria todos nós felizes e não uma pequena parcela que hoje se refugia em suas mansões com medo dos que ficaram pra trás, dos que eles roubaram indiretamente, fazendo com que cada dia que eles comessem na fartura, os filhos de seus empregados passavam fome em seus casebres, sendo humilhados e discriminados pelo mundo afora, que pro seu filho sorrir, milhares de crianças choraram, centenas de pais viraram alcólotras, centenas de mães se prostituiram, brigas interminaveis foram travadas dentro dos lares humildes porque uma minoria, visa apenas o bem de poucos. A esperança que vejo, está tão distante que parece sumir a cada esquina, uma esperança que num tempo iluminado, tudo seja igual a todos, as oportunidades, os sabores, as riquezas, os sentimentos, a famosa igualdade social.
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