segunda-feira, 8 de junho de 2009

Luto

"Hoje o dia amanheceu mais triste para os que estão vivo, porque uma grande parcela de pais, filhos, mães, esposas, irmãs, irmãos, amigos, amigas e assim por diante, foi tirada do meio de nós. Foi tirada da forma mais brutal possível, que não sobra tempo pra despedida, pra reconciliações, para abraços apertados. Pessoas anonimas, ilustres, mas todos iguais perante a humanidade de seus corações, na perda e dor que deixaram nos que ficaram. Acredito que agora todos estão em paz, desfrutando de uma viagem ao eterno, ao paraíso, à luz. Estão desfrutando da paz plena, do convívio com seus iguais da forma mais bela e pura que existe. Mas, nós que ficamos do outro lado, do lado dos vivos, nada apazigua a nossa dor, o sofrimento de um ente querido nunca mais poder nos olhar, nos abraçar, ou de pelo menos entrar pela porta da frente de nossas casas e apenas dar aquele sorriso que é uma particulariedade de cada um. Essa dor gela a espinha, o coração palpita, o suor frio desce a testa e tudo gira. Lembranças vem a tona de tempo em tempo, momentos bons, momentos ruins, mas sempre veem as lembranças de uma vida juntos. As nossas energias esvaziam de nosso corpo, nos entregando a fadiga total, sem compromissos mais com a vida, com os que ficaram. Porque tudo que nós olhamos, ouvimos, sentimos reflete a imagem da pessoa que foi, como se seu espírito estivesse presente em tudo e em todos. Essas fase será de luta para todos, com uns lutando mais tempo que outros, onde alguns irão perder a luta pra saudade, pra esperança, pra fé. Mas devemos acreditar, que no momento que estamos aqui, eles que se foram estão lá em cima, de uma forma ou de outra intercedendo por nós, por nossas aflições e frustações, também querendo estar do nosso lado pra ajudar-nos a carregar esse grande e pesado fardo da perda."

Um comentário:

Anônimo disse...

Pois é seu Marcus como suas palavras sao fortes, relamente perdi uma pessoa tao querida que em tudo que olho posso lembrar do seu jeito, seu sorriso, é como se ele ainda estivesse aqui.

Ler o que tu escreveu de certa forma me deu um conforto. É indiscritevel a dor de quem fica, porem quando chega a hora nada se pode fazer.

Parabens.
Beijos Carol Torbollo.